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 Hospital

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James Sullivan
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MensagemAssunto: Hospital    Ter Maio 14, 2013 9:24 pm

Relembrando a primeira mensagem :

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Mikko Sullivan
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Out 31, 2016 9:49 am

Apesar de Felice ter acordado parecia que não o estava de todo. Lembrei-me que ela ainda deveria estar sobre o efeito das drogas calmantes. Era como ver uma concha vazia daquilo que ela era. Não havia nada pior. Mordi o meu lábio co, força para me aguentar perante aquilo. - Olha quem está aqui - disse quando a enfermeira entrou trazendo a nossa filha embrulhada numa manta cor de rosa. Passou-ma para os meus braços e pude contemplar a nossa menina que era perfeita, mas cujo rosto era muito parecido ao do bebé que pegara pela última vez à apenas umas horas. ..Será que era mesmo boa ideia Felice pegar nela? - Amor, é a nossa filha. 
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Sab Dez 10, 2016 2:01 am

Observava tudo como se me fosse estranho. Como se nada daquilo me pertencesse, como se aquele não fosse o meu pesadelo. Só a voz de Mikko é que me fazia despertar do mundo distante onde eu estava, e as palavras dele fizeram-me erguer o sobrolho. Olhei o recém nascido que tinha nos braços e, da melhor maneira que pude, segurei e aconcheguei. – Gra... – Comecei por dizer, engolindo em seco depois. Era como se eu própria me tivesse metido num mundo à parte e agora regressasse à realidade. Grant não estava a dormir. Nem tampouco estava gelado por não estarem a cuidar bem dele. E muito menos era ele agora nós meus braços, mas sim a sua irmã Gracie. E, meu deus... Estava calma, mas mexia a sua mão e o seu pequeno braço, tocando-me com carinho. – Gracie... – Murmurei finalmente, respirando fundo. – Desculpa-me, filha, desculpa. Eu não queria que isto acontecesse... Por favor, não me odeies... – Murmurei, novamente chorosa. A médica acabou por se aproximar e acariciar o meu braço calmamente.

– Certamente que ela não a odeia, sabe que a culpa não é sua. Nada do que aconteceu é sua culpa. Fez o melhor que pôde. A morte do seu bebé não é culpa sua, nem muito menos o facto de provavelmente não poder voltar a engravidar... – Ela suspirou e eu simplesmente arregalei os olhos.

– O quê?! – Questionei, num tom de grande aflição, quase a entrar em pânico. Olhei o meu marido de imediato que olhava para a médica, e ela para ele, como se pedisse desculpa. – Tu sabias disto?! Diz-me que é mentira. Digam-me que é mentira!
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 3:53 pm

Algo reagiu dentro de mim quando Felice pegou na nossa bebé. Era uma imagem perfeita e que eu deveria recordar para sempre como um dos momentos mais felizes da minha vida mas não era bem assim que estava a ser. Por muito do amor que sentisse por ambas, guardava para aquele momento também culpa e raiva por como as coisas deveriam realmente ser.
Tentei afastar estes sentimentos mas não consegui. Por isso limitei-me a que estes não transparecessem pois não queria arruinar um momento já de si frágil. A médica, contudo, adiantou-se a mim para estragar tudo quando decidiu largar aquela notícia. Um médico dissera-mo há umas horas mas eu não prestara muita atenção, tal como agora também não o fazia - Pode ser verdade. Depois do que passaste...Pode ser complicado mas... - Olhei bem para ela que segurava ainda a nossa bebé - Felice não importa.  - Porque nem eu queria vê-la passar por outra gravidez quando em ambas acabaram mal. E depois de ter Grant para sempre adormecido nos meus braços, não imaginava outro recém-nascido assim. Felice e eu não aguentaríamos outro golpe. Além de que Milo já nos deixava felizes e agora a pequena Gracie rematava a nossa família. - Milo... - Murmurei para mim mesmo ao mesmo tempo que o meu telemóvel vibrava nas calças. Tinha de o encontrar. Tinha. Retirei o telemóvel para ver o que era. Precisamente uma imagem do meu pequeno distraído com um brinquedo qualquer numa cave escura. O remetente? Mickael. 
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 4:03 pm

– Como é que tu podes dizer uma coisa dessas?! É claro que importa, Mikko! – Disparei logo de seguida, sem sequer pensar duas vezes. Para mim importa, e não é pouco! – Tome, pegue nela, pegue nela! – Gritei tanto à médica como à enfermeira que rapidamente atenderam ao meu pedido, e eu pousei os braços e respirei fundo. Estava prestes a ordenar para que todos saíssem dali quando olhei para Mikko, tão concentrado no ecrã do seu telemóvel. Aquele olhar dizia tudo. De rompante, retirei-lhe o telemóvel das mãos para poder saber o que raio estava ele a ver. Mal a minha vista se deparou com aquilo que o dispositivo mostrava, só senti raiva. Tanta era essa raiva que as dores todas que eu tinha desapareceram. – Eu vou matá-lo. Resmunguei, assim que vi o remetente. – Tirem-me estas merdas todas dos braços! Eu tenho de sair daqui! Berrei, de novo, já a tentar retirar as coisas, assim como tentava sentar-me e levantar-me. – Não vou perder outro filho. Eu tenho de ir buscá-lo! Não vou ficar aqui, não vou não!
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 4:09 pm

Eu ainda estava pregado na mensagem, de certa forma isolado do caos que eram os gritos de Felice e os gritos de choro da Gracie ou o movimento da enfermeira e as palavras calmantes da médica. Não consegui verdadeiramente prestar atenção pois o terror apoderava-se de mim. Ia sair dali para fora naquele instante não fosse Felice ter-me tirado o telemóvel da mão e ver tudo aquilo também. O seu estado de histeria piorou e eu compreendia porquê embora as médicas não. Vi de relance como já preparam uma seringa com o que seriam provavelmente as drogas calmantes. Antes que Felice se esvaísse para uma terra sem sentidos novamente,  coloquei as minhas mãos no seu rosto e fi-la encarar-me - Eu vou resolver tudo, Felly. O nosso menino vai voltar para ti - Garanti no tom mais sério que tinha pois eu não ia descansar enquanto isso não se resolvesse. - Eu vou tratar deste cabrão com as minhas próprias mãos - assegurei. Beijei o topo da sua cabeça. Peguei no telemóvel e saí dali rapidamente.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 4:17 pm

– Não! NÃO! Gritei, esperneei e esbracejei como as malucas dos filmes terror ou a malta dos manicómios, tentando de tudo para que não fossem capazes de me dar a porcaria da injeção outra vez. Porém, eu estava mais fraca do que julgava, e eles estavam mais habituados a situações daquelas do que pareciam. Só me apeteceu bater a toda a gente quando senti outra vez aquela picada.
Arregalei os olhos a Mikko, enquanto podia, e abanei a cabeça. – Tu não me podes fazer isto! Ele também é meu filho! Ele também... Ele é meu filho... O Milo... Eu vou... O meu filho... – O efeito foi, mais uma vez, demasiado rápido e a última coisa que vi foi Mikko a ir-se embora. A abandonar-me ali, a impedir-me de ir com ele. Impedir-me de matar o irmão dele com as próprias mãos.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 4:42 pm

Eu já tinha falado com os polícias antes mas já se tinham passado horas e eles não me tinham dado novidades nenhumas. Não podia contar com eles. Era a vida do meu filho que estava em risco e ia ser eu a tomar conta do assunto. Essa era a minha responsabilidade. Apanhei uma sala vazia e liguei para o Mickael. Esperei por inúmeros bips até que ele atendesse.
 - Então, irmãozinho, como vai isso?O cabrão
- Onde é que estás? Ai de ti se magoas o Milo..
- Hey, hey é assim que se começa uma conversa? Que eu saiba não estás na posição de ameaçar ninguém...isto é, se queres a peste de volta. Já ouvi que ficaste sem uma. My bad. - Era insuportável ouvi-lo e a vontade de acabar com ele crescia a cada segundo. Só não o interrompi porque precisava de salvar Milo das suas mãos. Então sim, acabaria com Mickael. O cabrão deu a sua localização. Um armazém qualquer no porto da cidade. Para eu ir sozinho, disse ele. Eu ia. 
Estava praticamente a correr para fora do hospital quando dei de caras com os meus pais. A minha mãe estava um caco e ainda chorava. Não ia parar mas ela alcançou-me com o seu braço - Mikko, filho, oh Mikko...- Eu não consegui dizer nada. Tinha bastante a certeza que o meu olhar estava frio e determinado. Eu estava cheio de raiva e de certeza que se percebia. Não encarei a minha mãe mas sim o meu pai - Isto é tudo culpa dele. Ele ainda tem o Milo - Não queria saber se eles estavam ou não ao corrente da situação. Larguei-me da mão da minha mãe com alguma brusquidão - Mikko! O que é que tu vais fazer Mikko?! - Gritou ele num tom desesperado. Afinal de contas ela conhecia-me bem. Ela sabia o que eu tencionava fazer.
Resgatar o meu filho e matar o cabrão que arruinara a minha familia. 
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 6:24 pm

Peguei no meu carro e conduzi até lá a toda a brida. Sou capaz de ter passado uns quantos vermelhos. Vermelha era como estava a minha visão toldada pela raiva e pela sede de vingança. Nem conjurei nenhum plano. Só queria chegar lá e arrancar o sorriso psicótico de Mickael à pancada.  
Parei o carro em frente ao armazém. Não havia nem vivalma pelas redondezas. Mickael provavelmente pensara nisso. Lamentei não ter uma arma comigo. Nunca tivera. Isso provavelmente ia mudar depois disto. Provavelmente era muito estúpido entrar ali sem qualquer arma. Alguma coisa iria arranjar.
Puxei o portão para o lado e entrei no armazém. À primeira vista parecia somente um espaço enorme mas vazio. - MILO! - Gritei. Precisava que ele soubesse que o pai estava aqui. Voltei a gritar e foi quando no fundo apareceu Mickael. Numa mão trazia Milo que chorava. Na outra uma arma. 
- Olha quem veio fazer uma visita...se não é o irmãozinho indesejado. - Ele dizia-o com o maior desprezo possível. Ainda bem pois era recíproco.  
- Larga-o, Mickael. É como que tens de te resolver. Larga o Milo. Um homem não se esconde atrás de crianças. 
Dele só obtive gargalhadas loucas. Percebi que ele estava realmente louco. Via-se no seu olhar. Ele perdera todo o sentido. Não largou Milo. Deixava-me nervoso que a mão que possuía a arma fosse a única a ter movimento. Fiquei quieto e deixei-o desenrolar a cena.
Então Mickael empurrou Milo como se de algo descartável se tratasse. O pequeno, claro, começou a chorar. A minha primeira vontade foi ampará-lo e levá-lo dali mas sabia que não ia conseguir por isso impulsivamente corri contra Mickael e embati nele fazendo com que os dois caíssemos. A arma espalhou-se pelo chão. Fui eu a atirar o primeiro murro mas ele ripostou rapidamente. Não saímos do chão enquanto nos desgraçávamos um ao outro. Tentei alcançar a arma e ele também. Mas no fim foi ele quem a recuperou. Estava à sua mercê. Fiquei no chão quando ele se levantou e empunhou a arma na minha direção. 
- Sabes, tu não prestas mesmo. Tiraste-me tudo. O pai que só tem olhos para o prodigioso. Sabias que ele passou-te para sucessor da empresa? Essa herança devia ser minha e só minha e tu roubaste-ma! E quem és tu? Um zé ninguém, um bastardo. Mas isto nem é o pior. Ficaste tu com ela. A Felice é minha e só minha. Era comigo que ela devia ter casado se não tivesse fugido para vir parar a este fim de mundo nojento e acabar contigo. Eu vim só recuperar o que deveria ter sido sempre meu.  
- Tu estás louco.
- Não, não estou. mas alguém tinha de corrigir a merda todo que provocaste na minha vida. Pagares por isso. E diz-me lá que tal soube saberes que eu tive o poder todo sobre a tua mulher? Sinceramente, Mikko, até foi demasiado fácil. Ela deu luta e sabes que mais? Deu-me um prazer dos diabos. Se ela não tivesse desmaiado teria-a levado para o quarto e aproveitado toda aquela raiva... - Só lhe faltava gemer ali mesmo. Não aguentava. Precisava de o calar.
- Tu és nojento. Achas que eu roubei tudo mas foste tu quem me roubou. Deixaste a minha melhor a sangrar no hall da nossa casa. És um psicopata. - Agora que tinha a sua atenção foi a altura ideal para mexer-me e pontapeá-lo no joelho fazendo-o cair. Contudo ele recuperou e ainda tinha a arma apontada a mim. Só que agora estava a dez centímetros de mim. - Dispara. Estás à espera do quê? Acaba comigo. Porque se não acabares, vou eu acabar contigo. Achas que podias vires atrás da minha família e ficar impune? MATASTE O MEU FILHO. Raptaste o Milo. A Felice está uma caco na cama de hospital. Tenho uma filha que nunca vai conhecer o irmão gémeo. ISTO TUDO PORQUE TU ÉS UM FILHO DA PUTA  e não admira que nem o nosso pai queira saber de ti. Sabes que mais? Aposto que, se fosse por ele, nunca terias nascido.
- Cala-te! 
Parecia que tinha atingido um nervo. Prossegui - A Felice nunca na vida se deixaria dominar por ti. Lutou contra ti. Defendeu-se. E podes ter-nos abalado desta maneiras mas não ganhaste. Não ganhaste nem que me mates porque aquilo que nós temos é eterno e tu nunca na tua miseravel vida sabes o que é ser amado.
- Eu disse para te calares!
Foi nessa altura que Mickael atirou. Diretamente contra mim mas falhou atingindo-me de raspão no pescoço. A dor bloqueou-me os sentidos por um segundo mas avivou a adrenalina que me fez ir contra ele. Fiquei eu por cima a e esmurrei-o mesmo no nariz. Ele tentou ripostas mas eu estava a ir a ele com toda a força que tinha. - Eu vou matar-te. É o que mereces depois do que fizeste à Felice. Mataste o nosso filho. Seu cabrão - Disse-o enquanto o continuava a esmurrar.  As minhas mãos doíam imenso. Ainda  vi tocar na arma e tentar disparar mas eu parei-o. Três tiros. Um foi contra a parede. Outro raspou-me o abdomen. Outro foi para o teto. Continuem com aquilo até que Mickael já não reagia. A sua cara estava arruinada. Sangue brotava de tudo. Teria continuado a fazê-lo pois estava tão numb e sedento de vingança. Nem sabia se ele respirava ou não. Se estava morto ou não. Só reagi quando Milo se aproximou e começou a chorar ainda mais alto. Parei e por uns segundos fiquei desorientado. Saí de cima de Mickael e virei-me para Milo. Abracei-o de imediato e encostei a sua cabeça contra o meu tronco para que ele não visse o homem inerte atrás de mim. 
- Calma, campeão, vai ficar tudo bem. O pai está aqui. Vais para perto da mamã não tarda. - Continuei a embalá-lo embora também eu precisasse desse conforto. Acalmei-o quando precisava de me acalmar a mim mesmo. O rescaldo de toda a raiva abatia-se deixando-me com vontade de vomitar por aquilo que fizera. 
Nem cinco minutos passaram quando a polícia irrompeu o local. Alguém devia ter ouvido os tiros. Recusei-me a afastar-me de Milo mas, vendo o corpo no chão, os polícias arrancaram-mo dos braços. Tentei explicar a situação e recuperar o pequeno que gritava por mim. Uma ambulância apanhou Mickael e levou-o de urgência. Milo foi levado num carro do polícia. Ao menos transmitira-lhes que o levassem para o hospital onde estava Felice e o levassem até ela. Uma equipa de paramédicos viu as minhas feridas e fizeram pensos rápidos apesar de eu continuar a sangrar. Eu acalmei porque lá está, fiquei tão numb que me sentia como uma pedra. Será que era um assassino? 
No fim de tudo, fui eu quem foi algemado como um criminoso e levado para a esquadra.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 7:29 pm

Quando acordei, a primeira pessoa que vi foi Grace. Parecia confusa. Um tanto preocupada, desgostosa e feliz. Voltei a fechar os olhos durante mais alguns segundos, mas alguém chamou por mim. Aquela voz era inconfundível. "Mãe!", foi o que eu ouvirá, e o que me fez despertar de imediato. – Milo?! – perguntei logo, espantada ao ver o meu filho ali. Seria mesmo ele, ou seria a minha mente a pregar partidas de novo? Olhei Grace, que acenou, ajudando depois Milo a subir para a cama onde eu estava deitada, abraçando-me cuidadosamente depois. Apressei-me a abraçá-lo também, beijando-o, mimando-o. – Oh meu Deus, filho, tu estás bem? Alguém te magoou?! – Questione preocupada enquanto o abraçava, e foi durante o abraço que vi... – O pai? Onde está o pai? – O pânico instalou-se em mim. – Grace... Diga-me que não lhe aconteceu nada, por favor! Onde é que ele está? – Questione de novo, já de lágrimas nos olhos.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 10:10 pm

Por muito que eu falasse o meu lado da história, eles não me iam deixar sair em liberdade. Por isso calai-me. Enfiaram numa cela provisória onde estavam mais três pessoas, todas elas com caras de poucos amigos. Encostei-me a um canto e fechei os olhos. Vinham-me tantas imagens à cabeça. Felice a sangrar no nosso hall. O rosto solene de Grant. As pequenas mãos de Gracie. A cara desfeita do Mickael. Até parecia que já não conseguia respirar.
- Sullivan? 
Olhei para o guarda que abria a porta da cela. Levantei-me e saí, sendo depois guiado por ele até uma sala de interrogatório. Foi mais do mesmo mas desta vez tinha um advogado por perto. Explicaram-me que ainda estavam a apurar o que acontecera e que eu iria ficar ali até eles decidirem. - O meu filho está com a mãe? - Foi o que me apeteceu perguntar quando eles perguntaram se eu tinha dúvidas. 
- Sim, está. Percebo que tenhas feito isto por ele, Sullivan, mas és capaz de ter tramado a tua vida. O Mickael Monroe está a lutar pela vida no hospital. Os médicos não sabem se vai conseguir sobreviver. Se ele morrer, Sullivan, vais enfrentar uma acusação de homicídio. - Não ia pensar nisso ainda. Por mim, que morresse. Assim ficava garantido que não voltava a prejudicar a minha família. - Tens direito a uma chamada. E uma troca de roupa já que essa está cheia de sangue. 
Assenti. Quando me permitiram fazer uma chamada decidi ligar à minha mãe. Só tinha um minuto por isso pensei bem no que ia dizer. Ia pedir-lhe que cuidasse de Felice e dos meus filhos e que não os preocupassem com o que me poderia acontecer. 
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 10:43 pm

Grace não era capaz de me responder. Era como se de súbito tivesse perdido a sua voz, e Milo começou a contar tudo muito depressa, ainda muito assustado. Ia contando os detalhes à sua maneira e da melhor forma que sabia, quanto à luta do seu pai com o... Tio. À medida que ia ouvindo, parecia que ia desmaiar a qualquer instante. Mikko ferido aqui, Mikko ferido acolá, Mikko levado pela polícia. Quando voltei a olhar para Grace percebi o porquê de ela não me ter respondido. A minha sogra, pobre coitada, só se limitou a voltar a chorar. O telemóvel dela tocou, e assim que o alcançou ficou espantadíssima, soltando "Mikko" num sussurro. Cheia de dores pelos movimentos bruscos, voltei a roubar mais um telemóvel das mãos do legítimo dono e atendi a chamada. – Amor?! Meu amor! Mikko! Como é que tu estás?! Onde é que tu estás? Eu vou ter contigo! – Falei, já com a voz a falhar-me no fim.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 10:52 pm

Não teria adivinhado que a minha mãe estava no mesmo sítio que Felice. Porra. Lá se foi todo o meu plano de a manter fora disto. Dava para perceber pelo seu tom de voz que já estava super preocupada. - Calma, Felly. Eu estou bem - Não valia a pena dizer-lhe que nem um Advil me davam para as dores. Mas conseguia suportá-las bem. - O Milo está bem? Está contigo? Isso é que importa. Ele não vai voltar a tocar-vos, Felice e é só isso que precisas de ter em mente. 
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 10:56 pm

– Não, tu não estás nada bem! O Milo está comigo e acabou de me contar tudo... Oh, amor... Isto não é justo... Tu estás preso? Não devias?! Eu preciso de ti, amor. Nós precisamos de ti. Eu vou buscar-te, estás a ouvir? Eu vou buscar-te, eu prometo!  Já estava outra vez a chorar. Pensava que já não tinha mais como chorar, e afinal lá estava eu outra vez no mesmo. Soluçava cada vez mais, devido a tudo aquilo. Mas porquê nós? – Mikko...
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 11:00 pm

Quebrava-me ter de a ouvir chorar. Fiquei em silêncio uns mometos mas não podia gastar mais tempo se só tinha um minuto. - Felice, eu fiz o que tinha a fazer e agora tenho de arcar com as culpas disso. Já me deram um advogado. Ainda vou passar algumas horas na prisão...Não faças nada que te tire dessa cama de hospital, sim? O Milo e a Gracie precisam de ti. Eu preciso de ti curada. Agora amor...passa à minha mãe, por favor. Lembra-te que te amo.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Seg Jan 02, 2017 11:16 pm

As palavras dele só me faziam chorar cada vez mais. Nada daquilo era justo. Tudo o que ele tinha feito fora em legítima defesa. Mikko só foi salvar o nosso filho e protegê-lo, já que a polícia nada fizera. Prenderem-no era de tudo menos justo! – Eu vou tirar-te daí... Eu amo-te muito, meu amor. Eu amo-te, Mikko. – Afirmei, ainda a chorar, passando depois o telemóvel a Grace, sem mais nada dizer. Agarrei-me ao nosso filho e deixei-me chorar apenas, já que era a única coisa que era capaz de fazer naquele instante.

Grace pegou no telemóvel e falou de imediato. – Filho...?! Chamou por ele baixinho, receosa.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Ter Jan 03, 2017 1:16 am

Tive dez segundos para falar com a minha mãe mas foi o suficiente para lhe transmitir a mensagem: que eu podia estar em maus lençóis e que por isso ela teria de tomar conta de Felice e dos miúdos enquanto eu não o pudesse fazer.
Praticamente arrancaram-me o telefone das mãos. Fui redireccionado para outra cela. Desta vez estava sozinho o que me deu mais do que tempo para pensar em tudo. E se Mickael morresse? Podia apanhar a pena perpétua ou mesmo pena de morte. Na Florida era possível. Tinha feito o que devia para vingar a minha família...ao custo de talvez deixar de a ter. Oh.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Ter Jan 03, 2017 1:24 am

Grace mal se conseguira despedir e olhava tanto para o telemóvel como para mim, ainda em choque. Tal como eu estava. – Não posso deixar que aquilo lhe aconteça. Ele não pode, Grace, ele não pode. Não quis (nem conseguia) verbalizar tal coisa ali. Não queria dizer em frente a Milo que o seu pai podia vir a ficar preso por o ter salvo do seu tio psicopata. Não era justo, não fazia sentido. Pedi a Milo que se sentasse no colo da avó e, sabe-se lá como, sentei-me. Olhei o que tinha espetado nos braços e olhei em redor. Por enquanto estávamos só os três, e nem sei eu como. Comecei a tentar perceber qual seria a melhor maneira de arrancar aquilo sem que me doesse demasiado. – Grace, eu não vou ficar aqui sentada à espera de milagres. Não posso deixar que alguma coisa aconteça ao Mikko, não vou permitir. Tudo o que ele fez foi salvar o seu filho e impedir que aquele psicopata viesse atrás de nós. Ou de mim. Era a mim que ele queria. Mas... Espera lá... Se ele não morrer, Mikko não vai preso. Se ele tiver o que quer...
Suspirei e olhei a minha sogra. – Ajude-me a levantar, por favor. Só eu sabia as tremendas dores que sentia, mas nada me ia impedir. Nem as dores do parto, nem o corpo dorido, a ferida na cabeça, ou os ossos partidos. – Preciso de ir fazer uma visita a outro paciente do hospital. Falei, bem a sério.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Ter Jan 03, 2017 11:42 am

Ficar fechado num espaço de 3 metros quadrados realmente fazia-te render aos pensamentos. Os meus eram um turbilhão. Eu estava cansado e ferido mas nem assim consegui adormecer. Não sabia como é que as horas passavam. 
Mas a dada altura trouxeram-me comida e roupa nova. Roupa de presidiário. Estava prestes a vesti-la quando um guarda irrompeu e me chamou. Depois de me colocar as algemas, levou-me até uma sala que parecia ser de visitas. Tirou-me as algemas e mandou-me sentar numa das cabines. Do outro lado do vidro estava o meu pai. O seu rosto parecia ter envelhecido dez anos. Ele não era precisamente a pessoa com quem eu queria falar agora. 
- Mikko... O pior é que eu entendo porquê que fizeste o que fizeste - Disse embora num tom apático e de desgosto. Os genes dele deviam ser mesmo maus se eu e Mickael éramos a prova disso. - Ele ainda está em estado crítico. Os médicos não sabem se vai acordar. - Suspirei. - Vou pagar a fiança para saíres provisoriamente. A tua mãe está no hospital desolada. Devias estar junto da tua mulher e dos teus filhos - E assim foi uma conversa na qual eu nada disse. Apenas assenti e saí da cabine. Ia-me embora. Mas ainda havia a chance de ter de voltar.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Dom Jan 15, 2017 7:18 pm

Grace estava dividida. Estava com Milo ao colo e a tentar reconfortá-lo. Ver a mãe a queixar-se com dores enquanto se tentava arrastar até à porta não era nada bom, especialmente depois do que lhe tinha acontecido e após ter visto o pai a sofrer. Fiquei congelada quando ouvi e vi a porta a abrir, mas não era a minha médica e sim uma enfermeira. E felizmente aquela enfermeira eu conhecia muito bem. Tratava-se de Casey, uma antiga colega de quando eu tinha um part-time às escondidas em Las Vegas. Não era um trabalho lá muito digno, mas dava algum dinheiro. E ela estava a dever-me uma. Rapidamente, a loira fechou a porta e aproximou-se de mim, ajudando-me a caminhar até à cadeira de rodas que ali estava.
Bolas, Felice, tu não podes andar por aí assim! Que raio estás a tentar fazer? Dar cabo de ti de uma vez por todas?  Não falava de maneira profissional, mas mais como uma... Amiga. Notava-se a preocupação, ainda que meio escondida por detrás do sermão. Onde é que tu ias?  Respirei fundo e fiquei em silêncio por trinta segundos. As dores eram intensas e eu esforçava-me ao máximo para não me pôr aos gritos. Caso o fizesse, vinha o hospital todo ali parar.
– Tu deves-me um favor, não é? Preciso de ir a um sítio e tu podes levar-me. Grace, tome conta do nosso Milo. E preciso que me empreste o seu telemóvel, por favor. Não era bem um pedido, mas sim uma ordem. Pedi a Casey que fosse buscar tanto o telemóvel da minha sogra como o meu, que estava na mesa-de-cabeceira ao lado da cama de hospital. Com a ajuda dela, vesti um robe meu que Grace me trouxera. Tinha capuz e ia ajudar a tapar a minha cara, ou parte dela, e assim não seria descoberta tão facilmente. Ou pelo menos assim o esperava.
Depois de dar um beijo ao meu Milo, saí com a minha antiga colega, e assim fomos direta mas discretamente até ao quarto onde Mikael estava. O desgraçado acordou mal me aproximei dele, como se tivesse uma espécie de sensor. Casey fingira que estava a tratar de máquinas e medicamentos, mas na verdade colocou um dos telemóveis escondido e a filmar. Mal ela saiu, tive uma conversa com aquele estupor. Ele não fazia ideia do que estava prestes a acontecer, e burro como era, estava ali a confessar tudo. A dizer o que me tinha feito a mim, ao meu filho, ao meu marido. Disse ainda o que me teria feito se não tivesse perdido os sentidos depois de me bater. E ainda teve a audácia de insistir para que fugisse com ele, mais os miúdos, pois ele é que merecia e não o seu irmão. Nojento, era o que ele era. Chamei a Casey, que recolheu o telemóvel de novo, e lá voltei para o quarto. Pelo caminho enviei o ficheiro para o meu telemóvel e guardei-o no bolso do robe.
Para meu grande espanto, Mikko estava no quarto quando regressei. E, oh... O estado em que ele estava! Casey e Sebastian, pai de Mikko, ajudaram-me a voltar para aquela cama de hospital, e só depois pude meter as mãos em cima do amor da minha vida. – Olha só...! Eu disse que não devias ter ido sozinho! Olha para o teu estado... Desgraçado fez-te isto... Oh meu Deus, o meu querido Mikko... Estava para lá de chocada por o ver assim. As minhas mãos tremiam e as lágrimas estavam novamente a escorrer pelo rosto. – Eu vou resolver isto amor. Eu não vou deixar que voltes para aquele sítio, não vou.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Qua Fev 08, 2017 3:33 pm

Saí da prisão exatamente com as roupas com que tinha entrado. Estava ensanguentado e sujo, com feridas abertas na cara e outras no corpo que eram um bocadinho mais graves, mas nenhuma delas me ia impedir de ir para o hospital e estar junto de Felice. Sebastien esperou por mim e levou-me até lá. Não me dirigiu a palavra o caminho todo, mas também não importava.
Já no hospital a minha mãe correu para mim mal me viu, trazendo Milo nos braços. O pequeno estava bem. Isso compensava por qualquer pena que eu pudesse apanhar pois fizera-o tudo por ele. - Não, mão, não insistas, eu estou bem. Só preciso de ver a Felly e depois okay, eu aceito que um médico me veja - respondi perante a sua insistência. Queria era ver a minha mulher. Mas quando cheguei ao quarto Felice não estava lá. Entrei em pânico quase de imediato não encontrando nenhuma justificação para aquilo. Ela devia estar ali e a descansar! Mas eis que finalmente ela entrou no quarto e senti o sangue voltar a correr pelo corpo. O seu estado ainda era extremamente frágil e isso percebia-se. Estava tão preocupado com ela. Mas, como sempre, era ela que se estava a mostrar preocupada comigo - Calma, meu amor, eu não vou a lado nenhum por agora... - Segurei o seu rosto suavemente e limpei as suas lágrimas. Entretanto já nos tinham deixado a sós no quarto. Ficámos assim até que as coisas finalmente acalmassem. A sua dor era a minha.  - E não quero que penses nisto. Tens de recuperar. Não te preocupes comigo.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Qua Fev 08, 2017 3:52 pm

– Mas tu estás parvo? É óbvio que me preocupo! Eu amo-te e tu és o pai dos meus filhos por isso é óbvio que me preocupo, não dá para eu simplesmente desligar um botão e deixar de me preocupar! – Falei seriamente, ainda algo chorosa. Apesar de tudo eu estava aliviada por ele estar ali comigo. – Eu gravei tudo, eu tenho as provas, a confissão dele. Eu não vou deixar que tu voltes àquele sítio, quem vai para a prisão é ele, não tu. Eu já tratei de tudo, amor. Eu tratei de tudo... –Murmurei num tom cansado, encostando-me a ele.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Qua Fev 08, 2017 4:06 pm

- Eu sei disso e amo-te por seres assim, mas neste momento tens de te focar em ti, e não em mim - eu nem merecia a sua preocupação pois fora eu que deixara as coisas chegarem àquele ponto. Levei alguns segundos a processar o que ela me estava a dizer e tudo o que ficou foi o de ela ter estado com Mickael para conseguir isto - Felice! - O que ela tinha feito por mim. - Meu deus, senão és a mulher mais corajosa deste mundo.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Qua Fev 08, 2017 4:22 pm

Esbocei um ligeiro sorriso e abanei a cabeça com cuidado. – Não sou... Só tive de ficar sentada na cadeira de rodas e ouvir todas as barbaridades que ele fez e queria fazer. – Comentei num tom fraco, encarando-o depois. – Tens de tratar dessas feridas... Ele deu-te um tiro, eu sei, eles contaram-me. Tu precisas... De um médico. – Fui falando cada vez mais devagar, deixando o meu corpo relaxar. – Preciso que alguém de confiança entregue as provas... As fotos que ele andou a enviar e o resto. Está no telemóvel da tua mãe... Mas tenho uma cópia no meu também. Eu preciso de descansar um pouco. Não me sinto muito bem.
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Qua Fev 08, 2017 4:31 pm

- Enfrentaste-o. Amor, lembra-me de nunca te subestimar - Ela não percebia o quão forte ela era. Felice era a melhor mulher que eu conhecia. O meu tom passou a ser mais preocupado à medida que ela ia perdendo energia - Eu vou procurar uma enfermeira para me ajudar com as feridas e tu descansa, meu amor, eu volto logo para aqui. - Mas ia também pedir a um médico que se mantivesse ainda mais atento a ela. 
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MensagemAssunto: Re: Hospital    Qua Fev 08, 2017 5:03 pm

– Pede à tua mãe... Que te leve a alguém de confiança para tratar de ti. Ela conhece-os melhor que ninguém... – Murmurei já com os olhos praticamente fechados. – Cuida primeiro de ti. – Foi a última coisa que eu disse antes de voltar a adormecer. Com tudo o que se tinha passado, eu precisava realmente de algum descanso. Especialmente depois de ter andado a fazer o que não devia: esforçar-me. Larguei-me de Mikko mal adormeci, e ali fiquei.
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